Planejamento Estratégico, Conselho Consultivo e Cultura Data-Driven: a tríade da tomada de decisão inteligente

Descubra como alinhar Planejamento Estratégico, Conselho Consultivo e Cultura Data-Driven para tomar decisões inteligentes na empresa

Qual a medida entre rigor e flexibilidade em um mundo onde as mudanças acontecem em alta velocidade, demandando grande agilidade, ao mesmo tempo que requerem processos gerenciais bem estruturados?


No ambiente empresarial atual, a capacidade de tomar decisões informadas e estratégicas no tempo certo é um diferencial competitivo essencial. 

Três pilares sustentam decisões informadas: planejamento estratégico, conselho consultivo e cultura data-driven. 


Quando bem integrados, esses elementos criam um ciclo contínuo de análise, aprendizado e adaptação, permitindo que empresas se tornem mais resilientes e orientadas ao crescimento sustentável.


Neste artigo, vamos explorar como essa tríade se conecta e transforma a gestão empresarial, trazendo insights de duas experiências reais em que atuei como conselheira. 



Se você vivencia o desafio de gerenciar um negócio no complexo ambiente moderno em que estamos inseridos, precisa ler este artigo até o fim. Tenho certeza que vai ajudar você a ter mais clareza sobre a tomada de decisão estratégica do seu negócio!



O ponto de interseção entre planejamento estratégico, conselho consultivo e cultura data driven 


O maior ponto de intersecção entre planejamento estratégico, conselho consultivo e cultura data driven é a tomada de decisão informada

Em outras palavras, todos esses pilares se baseiam na utilização intensiva de dados e insights para direcionar e ajustar as estratégias da organização. Eis como se conectam:


  • Planejamento Estratégico: Define os objetivos e as metas de longo prazo da empresa, mas precisa ser fundamentado em dados reais para ser eficaz e adaptável às mudanças do mercado.
  • Conselho Consultivo: Oferece orientação e expertise para validar, aprimorar e ajustar a estratégia, garantindo que as decisões sejam sólidas e baseadas em análises criteriosas.
  • Cultura Data Driven: Promove o uso constante de informações e análises para orientar as decisões em todos os níveis da organização, fortalecendo a transparência e a governança.


Ao integrar esses três aspectos, a empresa cria um ciclo virtuoso em que a estratégia é continuamente alimentada por dados, monitorada e aprimorada por um conselho consultivo especializado, permitindo uma gestão mais ágil, resiliente e alinhada com os desafios e oportunidades do mercado.


Planejamento estratégico: criar o futuro em vez de prevê-lo


Você já deve ter ouvido a célebre frase de Peter Drucker, “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”? 

Essa citação de um dos maiores estudiosos da administração enfatiza a importância da proatividade na definição dos rumos de uma organização. 


Em vez de apenas reagir às mudanças do mercado, as empresas devem assumir um papel ativo na construção de seu próprio destino. Nesse contexto, o planejamento estratégico surge como uma ferramenta essencial para transformar essa visão em realidade. 


No entanto, apenas 40,7% das empresas sobrevivem após cinco anos da abertura, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Um dos motivos para isso é a falta de um plano que materialize a visão de médio e longo prazo da organização com metas e prazos definidos. 


O planejamento estratégico funciona como uma bússola que orienta as ações e decisões de uma organização e compreende etapas fundamentais que, quando bem executadas, alinham os recursos e esforços da empresa aos seus objetivos de longo prazo. 


As principais etapas do planejamento estratégico incluem:


Sabe o famoso “antecipar-se ao problema”? Ao incorporar o planejamento estratégico em sua gestão, as empresas não apenas se preparam para o futuro, mas ativamente o constroem, alinhando suas ações com uma visão objetiva de onde desejam chegar.


O planejamento estratégico também auxilia na compreensão das mudanças do ambiente externo e interno, permitindo que as organizações reconheçam problemas potenciais e identifiquem oportunidades de melhoria. 


O uso de dados para embasar o trabalho é determinante para a coerência, a assertividade e a aplicabilidade do plano.


Como a cultura data driven potencializa o planejamento estratégico?


Ao utilizar dados para construir o planejamento estratégico, você eleva a assertividade de cada etapa do trabalho. Entenda como:


  • Na análise de cenário, os dados revelam tendências de mercado e comportamentos dos clientes.
  • Na definição de metas, indicadores de sucesso baseadas em dados tornam os objetivos mais realistas e mensuráveis.
  • Na elaboração de estratégias, analisar os dados ajuda a identificar as ações de maior impacto, priorizando-as na estratégia.
  • Durante a execução, o monitoramento contínuo com dashboards facilita ajustes ágeis para manter o foco nos resultados.


Percebe como a cultura data driven impulsiona a realização do planejamento estratégico? Agora veja como isso reverbera na produtividade da empresa. 

De acordo com a McKinsey, as empresas líderes em maturidade digital no Brasil alcançam uma taxa de crescimento do EBITA (Lucro antes de juros, taxas e amortização), até 3 vezes maior que as demais empresas. A nível global, esse crescimento é 5 vezes maior em comparação com as demais empresas.


Outro estudo da McKinsey, mostra que empresas orientadas por dados são 23 vezes mais propensas a adquirir clientes. Elas têm 6 vezes maior probabilidade de reter os clientes e 19 vezes mais chances de serem lucrativas.


Os dados são incisivos ao revelar o potencial da cultura data driven para o planejamento estratégico e, consequentemente, para os resultados organizacionais. 

A grande questão é como levar essa mentalidade para as empresas e, mais, como garantir que os planos sejam implementados no dia-a-dia corporativo. 


Do plano à prática: o conselho consultivo como peça-chave


A falta de planejamento estratégico ainda é um desafio para muitas empresas e quando falamos das micro e pequenas o problema é ainda mais intenso. 

De acordo com um estudo do Sebrae (2022), apenas 9% dos Microempreendedores Individuais (MEIs) e 10% das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) adotam alguma forma de planejamento. 


Esse dado evidencia a necessidade urgente de capacitação técnica e estratégica para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos negócios.


Nesse contexto, o conselho consultivo desempenha um papel fundamental ao instituir ritos gerenciais e executivos que garantem a análise contínua de resultados e a elaboração de planos de ação. 


Utilizando o ciclo PDCA (Plan – Planejar, Do – Fazer, Check – Verificar, Act – Agir), o conselho auxilia na criação de uma cultura organizacional orientada por dados e indicadores de desempenho. Como diz o famoso princípio de William Edwards Deming: “O que não se mede, não se gerencia”.


Para que esses ritos sejam efetivos, é essencial que a empresa estruture seu modelo de gestão com base em três pilares: processos, pessoas e sistemas. 

Isso envolve a definição de indicadores claros, a capacitação das equipes para a análise crítica de dados e o uso de ferramentas como painéis de Business Intelligence (BI) para a visualização de informações estratégicas. 


Dessa forma, as reuniões gerenciais e executivas deixam de ser meros espaços de justificativas e passam a ser momentos de tomada de decisão fundamentada.

Minha experiência como executiva em grandes corporações e como conselheira consultiva em startups e em pequenas e médias empresas revelou uma grande oportunidade para os conselhos consultivos.


Nas grandes empresas, enfrentei situações de alta complexidade na tomada de decisão, que exigiram análises profundas, simulações e uma visão estratégica de futuro, além de lidar com conflitos e relações de poder que, por vezes, dificultavam os resultados. 

Ao mesmo tempo, nas pequenas e médias empresas e startups, pude observar uma agilidade e fluidez únicas, fruto da menor rigidez dos processos, embora a estrutura de governança fosse menos madura. 


A partir dessas experiências, percebo a oportunidade de integrar o melhor desses dois mundos. 


Mesclar o equilíbrio entre o rigor e a estrutura das grandes corporações e a flexibilidade e adaptabilidade dos ambientes menores é fundamental para impulsionar o crescimento sustentável.


Para fazer essa simbiose, é preciso que os conselhos consultivos sejam compostos por profissionais que tenham experiência nos dois cenários. Além disso, é fundamental que os conselheiros desenvolvam uma mentalidade data-driven.


 

A visão ampla e a expertise em dados são, para mim, um grande diferencial para a composição de conselhos consultivos hoje. 


Agora quero trazer exemplos práticos de como uma estrutura de governança madura pode ajudar na concretização do planejamento estratégico.


O planejamento estratégico na prática: cases Thronus Medical e Poenatela


A transformação de planos estratégicos em ações concretas é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas em crescimento. Os autores Chris McChesney, Sean Covey, Jim Huling e Bill Moraes, no livro As 4 Disciplinas da Execução, reforçam que a execução é o elo entre a estratégia formulada e os resultados alcançados. 


A disciplina da execução é o que diferencia as organizações que crescem das que permanecem estagnadas.


Minha experiência com as empresas Thronus Medical e a Poenatela reforça a importância do conselho consultivo como facilitador desse processo, estruturando a gestão com base em dados e fatos, ao mesmo tempo que fortalece a visão estratégica e o alinhamento organizacional.


As duas empresas estão em um momento muito interessante de crescimento, buscando profissionalizar a gestão para se preparar para a nova fase que está por vir.


Na visão de Cristina Diniz, Head de Gente e Gestão na Thronus, o foco principal do nosso trabalho é “potencializar o crescimento sustentável da empresa, reduzir riscos e aprimorar a tomada de decisão, garantindo que as ações estejam sempre alinhadas aos desafios do mercado e às oportunidades de inovação”.


Para isso, realizamos um ciclo de planejamento estratégico que envolveu três tardes intensas de discussão com todas as áreas da empresa, garantindo que os objetivos para 2025 estejam alinhados às realidades operacionais e estratégicas. 


Esse trabalho permitiu que a Thronus evoluísse na execução disciplinada das ações definidas. 

Segundo Cristina, “trabalhar o planejamento estratégico e manter a disciplina da execução dá trabalho, mas é muito bom quando conseguimos ver os resultados, como estamos vendo aqui agora. O Conselho tem sido um pilar essencial para que a empresa evolua com consistência, alinhada a um modelo de gestão moderno e eficiente”.


Perguntamos quais os maiores benefícios desse trabalho de acordo com seu ponto de vista e Cristina enumerou: 

“- Tomada de decisão mais estruturada

– Maior alinhamento entre áreas e objetivos de longo prazo, 

– Ampliação da visão de inovação e competitividade, 

– Governança mais sólida e transparente, 

– Expansão da rede de conexões e novas oportunidades de negócio.”



Já na Poenatela, um marketplace de relacionamento comercial e tecnológico de crédito que está profissionalizando sua gestão para sustentar seu crescimento, a implantação de um modelo estruturado de planejamento e execução tem sido essencial. 


Através de workshops de desdobramento de metas e acompanhamento da execução, reforçamos três pilares fundamentais:

  1. Clareza das Metas: todos precisam compreender as metas estabelecidas e como contribuir para alcançá-las.
  2. Comprometimento: a equipe deve estar engajada e alinhada na direção dos objetivos estratégicos.
  3. Responsabilização: cada meta deve ser traduzida em ações concretas e de responsabilidade clara.


Esse processo tem sido sustentado por uma relação de confiança com os empresários, que passaram a enxergar o valor do conselho consultivo e abrir seus dados para uma gestão mais estruturada e orientada para resultados. De acordo com Fabrício Ruela, Co-founder da empresa:

O que nos levou a adoção de um conselho consultivo foi a necessidade de trazer um profissional externo, que pudesse modificar a dinâmica da empresa, através de um olhar imparcial, para direcionar a adoção de boas práticas de governança e metodologias, planejamento e networking para identificar potenciais investidores e parceiros estratégicos. A adoção de um conselho consultivo reforçou a imagem institucional, apoiou a implantação de planejamento de longo prazo, na melhoria no processo de tomada de decisão, além da mitigação de riscos”.


Além disso, na Poenatela, o conselho também tem contribuído para o amadurecimento da cultura data-driven. “Como atuamos na área financeira, utilizamos intensamente os dados/informações para nos apoiar nas tomadas de decisões, sejam a níveis operacionais ou estratégicos. Com a chegada do conselho, foi dado maior foco para o mapeamento e a construção dos indicadores mais estratégicos, que de fato são utilizados para acompanhamento e tomada de decisões”, explica Fabrício.


O compromisso de lideranças, como Fabrício e Cristina, tem sido um fator determinante para garantir que o planejamento estratégico se transforme em ações concretas e impactantes nas empresas onde atuo como conselheira.


O que esses cases demonstram é que a sustentabilidade dos negócios depende não apenas de um planejamento bem elaborado, mas da capacidade de execução disciplinada, da construção de uma cultura orientada a dados e da confiança estabelecida entre conselheiros e empresários. 


Unindo estratégia e pragmatismo, essas empresas estão criando bases sólidas para um crescimento sustentável e de longo prazo.

E você? Precisa de ajuda para plantar as sementes da decisão inteligente na sua empresa?

Entre em contato e descubra como podemos fazer isso juntos!

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